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Doença de Peyronie (induratio penis plastica/IPP) |
Citado: L. Weißbach, E. A. Boedefeld, T. Widmann, Prefácio do relatório do simpósio de 1984 sobre a Doença de Peyronie,
Urologische Universitätsklinik Bonn-Venusberg, M. Brimberg, Druck- und Verlagsgesellschaft GmbH, Aachen, (1985).
"Quase 250 anos já se passaram depois da primeira descrição da Doença de Peyronie, e ainda se especula sobre a etiologia. Ainda
não existe um tratamento causal desta doença. A estimativa do sucesso do tratamento era completamente subjetiva até a criação de
uma classificação dos sintomas".
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Apresentação de uma nova forma de terapia (PHALLOSAN®) para o tratamento não-invasivo da Doença de Peyronie (induratio penis plastica/IPP) |
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Introdução:
A Doença de Peyronie é uma doença do pênis difícil de ser tratada, e que, dependendo da gravidade, torna o ato sexual doloroso ou
até mesmo impossível. A patogênese exata não foi completamente elucidada até o momento. Exames histopatológicos demonstram que
distúrbios no metabolismo do colágeno têm um papel importante neste caso. Deste modo, foi retratada uma síntese intensificada de
colágeno tipo III, que poderia ser responsável pela formação de placas [1]. O tratamento da Doença de Peyronie por meio de cirurgia
não atinge os resultados desejados em todos os pacientes. Nos últimos anos foram desenvolvidas diversas formas de terapias não-cirúrgicas.
Em um estudo clínico, 130 pacientes foram tratados, ou com ondas ultra-sônicas (21 pacientes), ou com injeções de Verapamil (73 pacientes)
ou com ondas ultra-sônicas em combinação com injeções de Verapamil (36 pacientes) [2]. Com o tratamento de ultra-som, as placas puderam
ser reduzidas em 11 dos 21 pacientes. Mesmo que os autores recomendem o tratamento com ultra-som e Verapamil, os resultados da terapia
combinada não são convincentes. Um outro estudo mostrou que a injeção de betametasona ou de placebo reduziram o volume da placa em 40%
dos pacientes examinados [3]. Com isto, neste estudo, foi possível apenas identificar o efeito mecânico do volume injetado como real
mecanismo ativo. Este estudo nos encorajou a examinar um método completamente não-invasivo para o tratamento da Doença de Peyronie,
que será demonstrado a seguir através de um caso atual.
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Casuística:
Um paciente de 61 anos de idade recebeu desde o final de 1999 um tratamento urológico devido à Doença de Peyronie, sem sucesso. O paciente ia regularmente ao ambulatório para o acompanhamento médico devido a uma colite ulcerativa e a uma micro-hematúria constante. Do ponto de vista médico, a colite ulcerativa estava regredindo e a função renal normal. Como o paciente não estava disposto a submeter-se a uma cirurgia para tratar a Doença de Peyronie, lhe foi oferecido um método de tratamento completamente novo e não-invasivo, capaz de atingir resultados impressionantes apenas após poucos meses. O paciente tinha grande interesse na publicação do sucesso de seu tratamento, e deu a sua autorização por escrito para a publicação.
O paciente adquiriu um preservativo de alta resistência em forma de sino (PHALLOSAN®). O princípio do preservativo em forma de
sino baseia-se em uma extensão contínua e suave do pênis (ilustração 1). Com uma posição lateral, pode ser exercida uma tração
sobre o pênis de diferentes graus (ilustração 2). A descrição detalhada do novo produto encontra-se no manual de instruções do
fabricante. Neste são fornecidas todas as informações sobre os métodos de colocação e uso do preservativo de alta resistência em
forma de sino, assim como dicas importantes sobre o uso higiênico do produto.
O paciente foi instruído a usar o preservativo em forma de sino inicialmente por 4 a 5 horas por dia e a exercer a tração na
direção oposta à curvatura do pênis. No início do tratamento, a curvatura intensa estava como na ilustração 3A (não mostrada aqui).
O paciente não podia manter relações sexuais há meses. Após 14 semanas de tratamento (o tempo de uso diário de PHALLOSAN® era em média
de 4,5 horas (2,5 a 7 horas por dia)), deu-se uma retificação do pênis, que o possibilitou novamente a manter relações sexuais, com
limitações (ilustração 3B - não mostrada aqui). Após mais 6 meses, deu-se uma retificação decisiva do pênis (ilustração 3C - não
mostrada aqui). O paciente estava muito satisfeito com o resultado e, com o funcionamento sexual normalizado, decidiu-se
definitivamente contra uma cirurgia de endireitamento peniano. No tratamento com o preservativo em forma de sino não surgiu
efeito colateral algum. Um avermelhamento na região da glande, que ocorre muito raramente, pode ser contida sem problemas com
um dia de pausa durante o tratamento. Embora o paciente use o preservativo de alta resistência em forma de sino somente todo
segundo dia por 3 a 4 horas, o sucesso do tratamento dura até hoje (2 anos após o início da terapia).
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Resumo e perspectivas::
O tratamento com o preservativo de alta resistência em forma de sino (PHALLOSAN®), representa uma forma moderna e completamente
não-invasiva de tratamento da Doença de Peyronie. Com um alongamento do pênis por várias horas diárias e com uma tração na
direção oposta à curvatura, pode-se obter uma retificação do pênis e, com isto, uma normalização do funcionamento sexual. É
necessário que se façam outros estudos, com um número maior de casos, para determinar se o preservativo de alta resistência em
forma de sino pode ser usado de forma eficaz no tratamento de outras formas de disfunção erétil. Os relatos de pacientes diabéticos
com disfunção erétil e de pacientes paraplégicos são muito encorajadores.
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Literatura:
1. Bichler KH, Lahme S, Mattauch W, Petri E: Collagen metabolism in induratio penis plastica (IPP). Urologe A. 1998; 37: 306-11
2. Mirone V, Imbimbo C, Palmieri A, Fuso F: Our experience on the association of a new physical and medical therapy in patients suffering from induratio penis plastica.
Eur Urol. 1999; 36: 327-30
3.Cipollone G, Nicolai M, Mastroprimiano G, Iantoro R, Longeri D, Tenaglia R: Betamethasone versus placebo in Peyronie's disease. Arch Ital Urol Androl. 1998; 70:165-8
Autor:
Phalomed conhece o autor, e seu nome será comunicado mediante pedido concreto de informação. |
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Ilustração 1:
Cinta com preservativos de alta resistência (PHALLOSAN®) em diferentes tamanhos. |
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Ilustração 2:
Como colocar o preservativo de alta resistência. |
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